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Paciente com Febre Oropouche em MS ficou 15 dias na Bahia e achou que estava com dengue

Paciente infectada com a Febre Oropouche não apresenta sinais de complicações

Por Jardim MS News em 15/06/2024 às 10:08:25
Mosquito pólvora (Reprodução, Conselho Federal de Farmácia)

Mosquito pólvora (Reprodução, Conselho Federal de Farmácia)

A mulher de 42 anos diagnosticada com Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul passou 15 dias na Bahia e procurou atendimento em Campo Grande por achar que estava com dengue.

Conforme a gerente técnica estadual de Doenças End√™micas da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Jéssica Klener, a arbovirose é semelhante à dengue e chikungunya, mas é transmitida por vetores diferentes.

"Não é o mesmo mosquito que transmite, é o mosquito Maruim, é diferente do Aedes aegypti", explica Jéssica ao Jornal Midiamax. Apesar do mosquito pólvora, como é seu nome popular, existir em MS, o inseto não tem a mesma proporção que o Aedes.

O pólvora é mais comum em regiões amazônicas e por isso não se tinha registros em MS. Entretanto, seus sintomas são parecidos com os da dengue.

"Ele era da região amazônica e nós estamos localizados na região extra-amazônica. Então começou a se observar em alguns estados fora da região amazônica, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nós só conseguimos encontrar uma doença fazendo a vigilância da doença", diz Jéssica à reportagem.

Paciente estava de férias

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a paciente apresentou febre, cefaleia e mialgia. O caso foi atendido em um hospital particular, e confirmado por exames no dia 11 de junho.

A paciente segue em acompanhamento clínico, em bom estado geral, sem sinais de complicações. Ela estava de férias em Ilhéus (BA) no começo de junho.

Por conta do registro, o CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais) foi informado para a realização de bloqueio de transmissão e a paciente informada sobre a proteção individual para minimizar a transmissão.

Além disso, toda a rede de saúde pública e privada do município foi comunicada para identificar, investigar e comunicar casos potenciais no território que se enquadrem na definição de caso.

Situação no Brasil

O caso est√° sendo tratado como alóctone, quando a doença é "importada" de outra localidade. Conforme publicado pelo Jornal Midiamax no m√™s passado, a doença j√° estava no radar da SES por conta do alto número de registros no Brasil.

O Brasil tem observado um grande aumento do número de casos de Febre Oropouche. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, j√° são 6.207 casos em 2024. Em 2023, foram 835.

Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones (oriundos do mesmo local onde ocorreu a doença).

O que é Febre Oropouche?

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica.

Também j√° foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panam√°, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, n√°usea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintom√°tico e acompanhamento da rede de saúde.


Fonte: Midiamax

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